Os Benefícios da prática da atividade física em idosos obesos e/ou sobrepeso

Sabe-se que a obesidade é um fator relevante na longevidade, e qualquer iniciativa para redução de peso acarreta vários benefícios a longo prazo, tendem a ser maiores se estas intervenções forem preconizadas.  Não apenas para os níveis maiores de obesidade, com para os que já se encontram com sobrepeso. (CAVALCANTI, 2011)

Zatuine (2006) destaca:

Os benefícios da prática de atividade física não se restringem ao campo fisico-funcional e mental dos indivíduos, mas repercutem também na dimensão social, melhorando o desempenho funcional, mantendo e promovendo a independência e a autonomia daqueles que envelhecem. Especialmente entre os idosos, é constatado que a prática de atividade física diminui o risco de institucionalização e o uso de serviços de saúde e de medicamentos.

Zatuine (2006) menciona na sua pesquisa as atividades mais praticadas entre os idosos:

Pesquisadores mencionam a caminhada como a atividade mais comum praticada em países desenvolvidos e em desenvolvimento, acessível e popular entre homens e mulheres e que pode ser praticada em diferentes intensidades e em qualquer lugar. Esta modalidade é também destaque nos programas de incentivo à prática de atividade física e mais indicada para pessoas com mais idade por ser considerada uma atividade leve ou moderada, de baixo impacto e que envolve grandes grupos musculares.

[…]

Verificou-se que ginástica/musculação foi a segunda modalidade mais praticada, principalmente entre as mulheres, assim como havia sido observado em outros estudos. Deve-se lembrar que, entre os idosos, esta modalidade é difundida pelos benefícios na prevenção na perda de massa óssea, bem como no controle e tratamento da osteoporose. Em relação à natação ou hidroginástica, são modalidades bastante recomendadas para os idosos, por serem de baixo impacto e com menor risco de lesões músculo-esqueléticas e especialmente indicada para aqueles que apresentam doenças articulares degenerativas, como a osteoartrose. 

Matsudo (2009) aponta alguns efeitos benéficos com a prática da atividade física regular:

Efeitos antropométricos:              

– Controle ou diminuição da gordura corporal;

– Manutenção ou incremento da massa muscular, força muscular e da densidade óssea;

– Fortalecimento do tecido conetivo;

 – Melhora da flexibilidade.

Efeitos metabólicos:

– Aumento do volume de sangue circulante, da resistência física em 10-30% e da ventilação pulmonar;

– Diminuição da frequência cardíaca em repouso e no trabalho submáxima e da pressão arterial;

– Melhora nos níveis de HDL (lipoproteínas de alta densidade) e diminuição dos níveis de triglicérides, colesterol total e LDL (lipoproteínas de baixa densidade), dos níveis de glicose

 – Diminuição de marcadores anti-inflamatórios associados às doenças crônicas não transmissíveis;

– Diminuição do risco de doença cardiovascular, acidente vascular cerebral tromboembólico, hipertensão, diabetes tipo 2, osteoporose, obesidade, câncer de cólon e câncer de útero.

Efeitos cognitivos e psicossociais:

– Melhora do autoconceito, autoestima, imagem corporal, estado de humor, tensão muscular e insônia;

 – Prevenção ou retardo do declínio das funções cognitivas;

– Diminuição do risco de depressão;

– Diminuição do estresse, ansiedade e depressão, consumo de medicamentos e incremento na socialização.

Efeitos nas quedas:            

– Redução de risco de quedas e lesão pela queda;

 – Aumento da força muscular dos membros inferiores e coluna vertebral; – Melhora do tempo de reação, sinergia motora das reações posturais, velocidade de andar, mobilidade e flexibilidade.

Efeito terapêutico              

– Efetivo no tratamento de doença coronariana, hipertensão, enfermidade vascular periférica, diabetes tipo 2, obesidade, colesterol elevado, Osteoartrite, claudicação e doença pulmonar obstrutiva crônica;

 – Efetivo no manejo de desordens de ansiedade e depressão, demência, dor, insuficiência cardíaca congestiva, síncope, acidente vascular cerebral, profilaxia de tromboembolismo venoso, dor lombar e constipação.

Manter a capacidade funcional do idoso irá contribuir para uma melhora qualidade de vida dessa população. A atividade é uma excelente forma de alcançar esse objetivo, podendo ser estimulada durante toda vida. Durante o processo de envelhecimento deve-se desenvolver prioritariamente a capacidade aeróbica, equilíbrio, flexibilidade, força muscular e resistência de acorda com a necessidades desse público proporcionando assim uma série de benefícios à saúde biopsicossocial do idos. Por tanto, se faz necessário desenvolver estratégica especificas de intervenção e promoção à adesão desse público a pratica dessas atividades. (MACIEL,2010)

REFERENCIAS

CAVALCANTI CL, GONÇALVES MCR, CAVALCANTI AL, COSTA SFG, ASCIUTTI LSR. Programa de intervenção nutricional associado à atividade física: discurso de idosas obesasCienc. Saúde Coletiva 2011;16(5):2383-90. Disponível em < https://www.scielosp.org >

MACIEL MG.  Atividade Física e Funcionalidade do Idoso.  Rio Claro.  Revista Motriz 2010;16(4):1024-1032. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/motriz/v16n4/a23v16n4>

MATSUDO SMM. Envelhecimento & atividade física. BIS, Bol. Inst. Saúde (Impr.)  n.47 São Paulo abr. 2009 Disponível em < http://periodicos.ses.sp.bvs.br >

ZAITUNE MPA, Barros MBA, Cesar CLG, Carandina L, Goldbaum M. Fatores associados ao sedentarismo no lazer em idosos, Campinas, São Paulo, Brasil. Cad. Saúde Pública 2006; 23:1329-38. Disponível em: < https://www.scielosp.org >

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